Músicas, Seriedades, Burridades e Coisas Ogonorantes.

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domingo, 8 de janeiro de 2012

Carlos Drummond de Andrade.

Em 2012 o mundo comemora 110 anos de Drummond. Embora as comemorações se dêem com maior intensidade no dia em que nasceu 31 de outubro, dia de Drummond, desde o primeiro dia de janeiro, há várias manifestações artísticas que revivem a grande poesia de Drummond. Minha relação com Carlos Drummond de Andrade começou no Colégio da Universidade, durante a 4ª série ginasial onde tive oportunidade de participar de um concurso de arte. Ganhei o primeiro lugar com uma colagem que fiz sobre uma abreugrafia de minha mãe, chamava-se língua, onde palavras eram vomitadas formando poesias desconexas. Como prêmio, ganhei uma Antologia de Carlos Drummond de Andrade. Dias e noites foram dedicados a leitura dos poemas de Drummond: Onde há pouco falávamos; Poema das 7 facetas; A flor e a náusea; No meio do caminho; Canto ao homem do povo – Charles Chaplin; Áporo; O mundo é grande; Elegia; Teus lábios de navegar; Um amigo íntimo; Mãos dadas e muitos mais muitos poemas que me ensinaram a sensibilidade, o sentimento, a delicadeza, a beleza, a felicidade e as dores do mundo. Mais tarde encontrei um amigo-irmão Vasco Cavalcante, o Vasquinho, um poeta nosso, que me fez gostar mais e mais de poesia, de amar mais e mais as letras de Drummond. Mas o mundo mudou, a luz apagou, a festa acabou, a vida banalizou, a canção acabou, a poesia se foi e o povo sumiu. E agora Drummond?

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